sábado, 18 de junho de 2011

LEPTINA O HORMÔNIO DA OBESIDADE











Tem gente que, mesmo vivendo sob dieta, está sempre gordo; outros, comem muito, mas nunca engordam (dizem que são "magros de ruim"). A obesidade, entretanto, é um mal que afeta grande parte da população e é diretamente responsável por várias doenças fatais.
Haveria uma causa genética para a obesidade? QMCWEB apresenta um artigo de 3 estudantes de pós graduação do departamento de Bioquímica da UNICAMP: Daniele Araújo, José Antônio da Silva, e Leonardo Fernandes Fraceto, sobre a "Leptina, o hormônio da obesidade"

A leptina é um hormônio protéico específico produzido e secretado pelo tecido adiposo, que funciona como um "adipostato", referindo-se à Teoria Lipostática, que prediz que a composição e o peso corporais em humanos são determinados por interações entre fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais e da resposta a um sinal periférico produzido em quantidades proporcionais ao tecido adiposo no organismo.

A existência desse fator circulante, que aumenta com os estoques de energia e age no cérebro para inibir a ingestão de alimentos e as reservas no tecido adiposo, foi descoberta após mutações genéticas (Figura 1) denominadas por obese (ob) e diabetes (db). Baseado nesses estudos foi sugerido que a mutação ob estava relacionada à produção de um fator circulante e a db com a resposta a esse mesmo fator. Assim, o fator circulante, produto do gene ob, foi chamado leptina (do grego leptos que significa magro), porque este mostrou ser capaz de diminuir o peso corporal e a massa de tecido adiposo quando injetado em camundongos.
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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Falta de atividade física no trabalho aumenta obesidade

Um grupo de pesquisadores americanos identificou um novo culpado da epidemia de obesidade nos EUA: os locais de trabalho.
Uma revisão das mudanças ocorridas no mercado de trabalho desde 1960 sugere que grande parte do ganho de peso observado nos últimos anos pode ser explicada pelo declínio da atividade física no trabalho.
Os empregos que exigiam atividade física moderada, que em 1960 respondiam por 50% dos postos no mercado, caíram para 20% nos EUA.
Os 80% restantes envolvem trabalho sedentário ou exigem atividade só leve.
O relatório mostra ainda que, em 1960, metade dos americanos tinha um trabalho que fisicamente exigente. Hoje, só um em cinco tem um nível alto de atividade no emprego.
Timothy S. Church, pesquisador do Centro Pennington de Pesquisas Biomédicas, em Baton Rouge, Louisiana, e autor principal do estudo, nota que a pesquisa não leva em conta os avanços tecnológicos que contribuem para o sedentarismo, como a internet.
Isso significa que a perda de gasto energético no emprego pode ser ainda maior do que o apontado na pesquisa. 



CALORIAS
A mudança de hábitos se traduz em até 140 calorias gastas a menos por dia no trabalho, dado que corresponde ao ganho constante de peso no país nas últimas cinco décadas, diz o estudo publicado na revista "PLoS One".
A nova ênfase na atividade no trabalho representa uma mudança importante e sugere que os profissionais de saúde tenham deixado de lado um dado crucial que contribuiu para o problema do excesso de peso.
COMIDA OU EXERCÍCIO
A descoberta coloca pressão sobre as empresas, para que intensifiquem as iniciativas de saúde nos escritórios.
"Muita gente diz que o problema está só na comida. Mas os ambientes de trabalho mudaram tanto que precisamos repensar como enfrentar esse problema", disse Church.
Sua pesquisa é a primeira a estimar o gasto calórico diário que se perdeu no trabalho nos últimos 50 anos.
Durante anos, o papel da atividade física no problema da obesidade foi incerto.
Estudos já mostraram que a quantidade de atividade física em horas de lazer ficou estável nas últimas décadas, período em que a população só fez engordar.
Esse fato cria um impasse para os pesquisadores que tentam explicar a explosão de obesidade.
Em função disso, boa parte da atenção está concentrada na ascensão da fast food e do consumo de refrigerantes.
Outras pesquisas dizem que a maior adoção do transporte particular em vez do público e o aumento do tempo gasto diante da televisão têm contribuído para engordar os EUA e o mundo.
Mas nenhum desses fatores pode explicar por completo as mudanças nos padrões de ganho de peso.
"Precisamos pensar na atividade física como um conceito mais amplo do que apenas os exercícios feitos em momento de lazer", afirmou Ross C. Brownson, epidemiologista na Universidade Washington, em St. Louis.
"Eliminamos a atividade física de nossas vidas. Precisamos encontrar maneiras de reinseri-la no cotidiano, fazendo caminhadas na hora do almoço, por exemplo, e não só nos exercitando na academia."

Obra explica por que afundamos no chocolate durante a depressão


Em "Liberte-se da Fome Emocional" (Lua de Papel, 2011), a escritora Geneen Roth se propõe a explicar por que nos alimentamos por impulso e nos tornamos maníacos por dietas de acordo com nosso estado emocional e revela o que está por trás deste comportamento.
Dona de um texto franco, a autora usa suas próprias vivências para produzir questionamentos e exercícios reflexivos com o objetivo de ensinar o leitor a reconhecer os sinais da fome psicológica, saber quando parar de comer, lidar com a pressão social e familiar e observar e modificar seus hábitos alimentares.
Roth, que já experimentou ser magra e gordinha, também reflete sobre o ideal do corpo perfeito e quais são as implicações psicológicas dele nas mulheres.
A autora é responsável pelo best-seller "Mulheres, Comida & Deus" (Leya, 2010), também sobre a relação entre as emoções e a comida.
Leia trecho do capítulo "Sabendo Quando Parar de Comer: Já Chega".
*
A satisfação depende de seu estado de espírito, de suas necessidades emocionais, de seu bem-estar fisiológico. O que satisfaz em um dia pode não ser o suficiente no dia seguinte. Na maioria das vezes, gosto de começar a comer quando sinto fome e gosto de parar quando ainda tenho espaço para mais comida. Gosto da sensação de leveza, a sensação de não estar com fome, mas não estar cheia.
Não faz muito tempo que me envolvi em um acidente de carro. Na batida, o lado do motorista do meu carro foi amassado por outro que vinha a 90 km/h. Saí sem nenhum arranhão, mas muito abalada e com uma forte noção da fragilidade humana. Logo após o acidente, senti necessidade de ser tocada. Queria sentir alguma coisa viva, uma respiração, uma batida de coração, um corpo quente. Vivendo sozinha e incapaz de conseguir esse tipo de intimidade física, peguei no sono chorando. No dia seguinte, percebi que ao sentir fome queria refeições fartas, quentes e encorpadas, arroz e legumes, batatas assadas, lasanha e pão, ovos e torradas. Queria me sentir cheia. Queria me sentir aquecida. Queria sentir a solidez e a força do meu corpo.
Estava tão feliz por estar viva, que saí em busca de outra coisa tão boa quanto ter uma pessoa ao meu lado: comida. Assim, passei a fazer três grandes refeições ao dia, em vez das duas que fazia normalmente; imaginei que meu corpo estivesse se adaptando ao acidente e soubesse do que precisava. No fundo, eu ouvia aquela voz agora familiar: "Ai, meu Deus. Não dá para acreditar que você está comendo tanto. Você vai virar um balão se continuar assim. Que tal comer uma cenoura no jantar?".
É possível que se tivesse sido tocada, abraçada e apoiada naquele momento eu não sentisse tanta vontade de comer. Mas duvido. Eu ainda teria que lidar com a sensação de fragilidade, o medo terrível de que meu corpo pudesse desmoronar a qualquer momento. Eu ainda iria querer me sentir cheia, quente e sólida. Mesmo que estivesse me voltando para a comida apenas porque não podia me voltar para uma pessoa, já era bom o bastante. A questão crucial da vida não é ser magra a qualquer custo. Esperamos poder dar a nós mesmas o apoio, a sustentação e o aconchego que precisamos, da maneira mais livre e amorosa possível.
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"Liberte-se da Fome Emocional"
Autora: Geneen Roth
Editora: Lua de Papel
Páginas: 252
Quanto: R$ 25,90 (preço promocional, por tempo limitado)
Onde comprar: pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha