Tem gente que, mesmo vivendo sob dieta, está sempre gordo; outros, comem muito, mas nunca engordam (dizem que são "magros de ruim"). A obesidade, entretanto, é um mal que afeta grande parte da população e é diretamente responsável por várias doenças fatais.
Haveria uma causa genética para a obesidade? QMCWEB apresenta um artigo de 3 estudantes de pós graduação do departamento de Bioquímica da UNICAMP: Daniele Araújo, José Antônio da Silva, e Leonardo Fernandes Fraceto, sobre a "Leptina, o hormônio da obesidade"
| A leptina é um hormônio protéico específico produzido e secretado pelo tecido adiposo, que funciona como um "adipostato", referindo-se à Teoria Lipostática, que prediz que a composição e o peso corporais em humanos são determinados por interações entre fatores genéticos, ambientais, comportamentais e sociais e da resposta a um sinal periférico produzido em quantidades proporcionais ao tecido adiposo no organismo. A existência desse fator circulante, que aumenta com os estoques de energia e age no cérebro para inibir a ingestão de alimentos e as reservas no tecido adiposo, foi descoberta após mutações genéticas (Figura 1) denominadas por obese (ob) e diabetes (db). Baseado nesses estudos foi sugerido que a mutação ob estava relacionada à produção de um fator circulante e a db com a resposta a esse mesmo fator. Assim, o fator circulante, produto do gene ob, foi chamado leptina (do grego leptos que significa magro), porque este mostrou ser capaz de diminuir o peso corporal e a massa de tecido adiposo quando injetado em camundongos. |


