quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Complexo B pode desacelerar atrofia cerebral em idosos com déficit cognitivo

Um aumento da atrofia1 cerebral é frequentemente observado em pessoas idosas, em particular nas que sofrem de declínio cognitivo. O aumento das taxas de homocisteína é fator de risco2 para a atrofia1 cerebral, déficit cognitivo e demência3. As concentrações plasmáticas de homocisteína podem ser reduzidas pela administração de vitaminas do complexo B.


Para determinar se a suplementação de vitamina4 B (que reduz os níveis plasmáticos totais de homocisteína) pode desacelerar a atrofia1 cerebral em pessoas com déficit cognitivo leve, foi realizado um estudo randomizado, duplo-cego e controlado com placebo envolvendo 271 indivíduos de mais de 70 anos com déficit cognitivo leve. Os participantes foram divididos em dois grupos de igual tamanho. Um grupo foi tratado com ácido fólico (0,8 mg/dia), vitamina4 B12 (0,5 mg/dia) e vitamina4 B6 (20 mg/dia) e o outro grupo recebeu placebo. O tratamento durou 24 meses. A avaliação principal foi a mudança na taxa de atrofia1 cerebral através de uma série de ressonâncias nucleares magnéticas. O estudo foi publicado no periódico Public Library of Science One (PLoS ONE).

No total, 168 participantes concluíram a avaliação (85 no grupo de tratamento ativo e 83 no grupo que recebeu placebo). A taxa média de atrofia1 cerebral no ano foi de 0,76% no grupo que recebeu as vitaminas, e de 1,08% no grupo do placebo. A resposta ao tratamento foi relacionada aos níveis de homocisteína: a taxa de atrofia1 nos participantes com homocisteína maior do que 13 µmol/L foi 53% mais baixa no grupo de tratamento ativo. Quanto maior a atrofia1, menor o desempenho em testes cognitivos. Não houve diferenças significativas em relação aos efeitos adversos com o uso de vitaminas do complexo B.

Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha, concluíram que a aceleração da atrofia1 cerebral em idosos com déficit cognitivo pode ser retardada com o tratamento com vitaminas do complexo B que reduzem a homocisteína. Dezesseis porcento daqueles com mais de 70 anos têm déficit cognitivo e metade daqueles com doença de Alzheimer5. Devido ao fato da atrofia1 cerebral ser uma característica daqueles com déficit cognitivo leve que desenvolvem a doença de Alzheimer5, novas pesquisas são necessárias para verificar se o mesmo tratamento pode retardar o desenvolvimento da doença de Alzheimer5.
CLIK NO LINK PARA VER A MATERIA

Mania de alimentação saudável pode virar doença

Se por um lado o hábito de ler rótulos ajuda na dieta, em excesso, pode acabar virando uma doença.

Ler rótulo de comida ajuda a emagrecer

A ortorexia, transtorno alimentar caracterizado pela obsessão por comidas saudáveis, é cada vez mais comum, de acordo com a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de especialização em transtornos alimentares da PUC-RJ.

"É resultado de uma cobrança excessiva por uma alimentação saudável. Essa história de olhar rótulos é uma faca de dois gumes. Quem tem tendência a ter algum distúrbio alimentar pode acabar desenvolvendo a doença", afirma.

Um ortoréxico precisa ter controle sobre tudo o que come e sempre procura o alimento mais natural, com a menor quantidade de gordura e de calorias. Além de olhar os rótulos, um ortoréxico costuma ler os ingredientes para saber exatamente o que tem no produto.

"Percebemos que é um transtorno quando passa a interferir na vida social. A pessoa deixa de ir a certos lugares ou de participar de festas porque lá ela não poderá controlar o que come", complementa Freire.

A ortorexia pode ser associada a outros distúrbios alimentares, como a anorexia. Nos quadros mais graves, a pessoa faz uma "censura alimentar" tão forte que deixa de ingerir alguns grupos de alimentos e acaba ficando sem nutrientes essenciais.

"O rótulo não deve ser uma prisão. Ele é um auxiliar, mas não podemos basear nossa alimentação nisso. Precisamos de gorduras e de açúcares, não podemos eliminar completamente", afirma a nutricionista Sílvia Martinez.

Para Mônica Beyruti, da Abeso, o melhor mesmo é que a dieta seja baseada em alimentos não processados, sem rótulos. Essa é uma boa forma de evitar exageros e não se perder nas informações das embalagens.
CLIC NO LINK E VEJA A REPORTAGEM

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Açucar o vilão da vez


No dia em que o primeiro europeu colocou uma pitada de açúcar na boca, o mundo começou a girar mais rápido. A data precisa desse acontecimento não foi registrada pela história, mas se deu em algum momento da Idade Média. De lá para cá, na vertigem da descoberta do açúcar, a civilização ocidental passou a mudar num ritmo intenso. "O açúcar redesenhou o mapa demográfico, econômico, ambiental, político, cultural e moral do mundo", diz a historiadora canadense Elizabeth Abbott, autora de um livro sobre a civilização do açúcar, Sugar, a Bittersweet History (Açúcar, uma História
Agridoce). Em séculos de tragédia e glória, o açúcar transformou a alimentação do Ocidente, escravizou gerações de africanos nas Américas, foi combustível da Revolução Industrial, promoveu guerras e impérios, dizimou paraísos ecológicos, ergueu e pulverizou fortunas – e, nos trópicos, moldou a identidade brasileira. Movido pela sua energia calórica, o mundo segue girando rápido, tão rápido que estamos agora na oleira de outra mudança vertiginosa: o açúcar começa a ser considerado um vilão da saúde humana, um veneno tão prejudicial que merece ser tratado com o mesmo rigor empregado contra – suprema decadência! – o tabaco. Está mais perto o dia em que um pacote de açúcar trará a inscrição: "O inistério da Saúde adverte: este produto é prejudicial à saúde".
Baixe a reportagem completa clicando no título.